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Publicado em 21/05/2010 ås 09:57:

As pesquisas e a campanha

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Fonte: A+ A-

A divulgação das pesquisas eleitorais aumenta a expectativa de que teremos uma campanha eleitoral marcada por muita contenda. Nada surpreendente, diante da clareza com que se delineia a disputa entre os dois projetos políticos tão diversos na sua composição e nas suas consequências.

Ao comparar o projeto conservador e excludente do PSDB/DEM ao projeto inclusivo e generoso do PT e seus aliados, a população descobre diferenças incontestáveis. A primeira e fundamental diferença de nosso projeto para o do PSDB/DEM é a prioridade que sempre demos às necessidades da população mais pobre de nosso país. Como afirmou nossa pré-candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, “é o povo que é dono do país e não o país dono do povo. O Brasil pertence aos brasileiros”.

Talvez os mais novos não se lembrem, mas a cantilena de governos passados afirmava ser preciso deixar o bolo crescer para depois dividi-lo. O resultado foi que a população nem chegou a ver o bolo. Fazendo ao contrário, a gestão petista implantou a estratégia de crescer dividindo o bolo, o que resultou na melhoria de vida de milhares de brasileiros até então alijados das escolas, do trabalho, da cultura, da moradia, enfim, do progresso.

Temos um projeto para o Brasil e queremos discuti-lo com a população. Um projeto que ao invés de privatizar as nossas riquezas, quer dotar o país de mais e mais empresas sólidas como a Petrobrás, o Banco do Brasil e tantas outras que promovam oportunidades de trabalho e de ascensão social para os brasileiros. Temos um projeto de inclusão de todas as regiões do país, pensado com o objetivo de beneficiar os 190 milhões de brasileiros.

Nossa pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresce e já lidera a preferência para as eleições presidenciais deste ano, no primeiro e no segundo turno. Segundo pesquisa do instituto Vox Populi Dilma tem 38% das intenções de voto na consulta estimulada, com um aumento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.

José Serra, pré-candidato do PSDB, caiu três pontos percentuais e está agora com 35%. Marina Silva, do PV, se manteve no patamar de 8%. Os indecisos representam 11%, e os votos brancos e nulos estão em 8%.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde aos pesquisadores em quem votar, Dilma também é indicada como a melhor opção dos eleitores. Ela aparece com 19% das intenções de voto, e o adversário tucano, com 15%.

É nos Estados do Nordeste que Dilma tem a maior aprovação: 45%. Na divisão de gêneros, a pré-candidata do PT tem mais aprovação entre os homens, com 42% dos votos, e 34% são das mulheres. Para Serra, o cenário é mais equilibrado: 35% dos seus votos são de mulheres e 34% de homens.

A campanha eleitoral será a oportunidade de realizarmos o encontro com milhões de trabalhadores que no decorrer dos dois mandatos do Presidente Lula passaram a ter suas carteiras assinadas, jovens com seus diplomas das universidades, Ifets, Cefets e Prouni; beneficiários do Bolsa Família, dos pontos de cultura, homens, mulheres e jovens que constroem as conferências onde afirmam sua cidadania.

A oposição tenta desqualificar Dilma Rousseff pelo fato de não ter experiência eleitoral. Quer experiência maior do que os cargos que ocupou na prefeitura de Porto Alegre e no governo do Rio Grande do Sul, e as funções no governo Lula de Ministra de Minas e Energia e na Casa Civil, onde credenciou-se como importante ministra colaboradora do Presidente Lula?

Os mesmos diziam que Lula não deveria se candidatar por não dispor de uma trajetória escolar bem-sucedida e, que, portanto, não teria competência para governar o país. O resultado esta aí para todos verem!

Fátima Bezerra PT-RN

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